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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

The Changing Dunes of Wirtz Crater | As dunas mutantes da Cratera Wirtz


O grande detalhe escuro é uma  classica duna marciana. A maior parte da areia na Terra é composta do mineral quartzo, que é branco e brilhante. Em Marte, a maior parte da areia é composta de basalto escuro, uma rocha vulcânica. Por essa razão, as dunas em Marte são mais escuras que as da Terra.

As dunas nesta observação, no interior da Cratera Wirtz, são chamadas "barchans." A encosta mais íngreme está no lado leste (à direita), parcialmente sob sombras, e isso significa que a direção da duna está migrando à medida que a areia é soprada e transportada pelo vento. 

Pequenas ondulações são visíveis em boa parte da superfície da duna. As riscas escuras na duna são trilhas deixadas por vórtices passantes, conhecidas por nós como demônios de poeira. Estes levantam poeira da duna, revelando um substrato mais escuro.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

The large dark feature is a classic Martian sand dune. Most sand on Earth is made from the mineral quartz, which is white and bright. On Mars, most sand is composed of dark basalt, a volcanic rock. For this reason, dunes on Mars are darker than those on Earth.

The dunes in this observation, within Wirtz Crater, are known as "barchans." The steepest slope is on the eastern (right) side, partially in shadow, and represents the direction the dune is migrating as the sand is blown and transported by the wind. 

Small ripples are visible on much of the dune surface. The dark streaks on the dune are tracks left by passing vortices known to us as dust devils. These raise dust off the dune, revealing a darker substrate.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Space Station Vista: Planet and Galaxy | Vista da Estação Espacial: Planeta e galáxia

Legenda: Lightning: relâmpago; dust cloud: nuvem de poeira; airglow, brilho atmosférico; Milky Way: Via Láctea; lightning reflection: reflexo de relâmpago; solar arrays: paineis solares.

Se você pudesse circundar a Terra a bordo da Estação Espacial Internacional, o que poderia ver? Algumas vistas incríveis, uma das quais foi captada nesta foto de tirar o fôlego em meados de 2015. 

Primeiro, visíveis no alto, partes da própria estaçaõ, inclusive alguns paineis solares. Logo abaixo da estação está a faixa da Via Láctea, brilhando com a luz combinada de bilhões de estrelas, mas esmaecidas em alguns trechos por filamentos de poeira escura. A faixa de luz vermelha logo abaixo da Via Láctea é brilho atmosférico — o ar da atmosfera da Terra excitado pelo Sol e brilhando em luzes de cores específicas. 

O brilho atmosférico verde é visível abaixo do vermelho. Trata-se, é claro, da Terra sob seu próprio ar, com a linha do terminador entre o dia e a noite visível próximo ao horizonte. Enquanto nuvens pontuam o planeta, a iluminação de um brilhante raio é visível na direção do canto inferior direito. Entre tarefas atribuídas, astronautas de vários  cantos da Terra apreciam vistas como essa a bordo da estação espacial desde o ano 2000.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

If you could circle the Earth aboard the International Space Station, what might you see? Some amazing vistas, one of which was captured in this breathtaking picture in mid-2015.

First, visible at the top, are parts of the space station itself including solar panels. Just below the station is the band of our Milky Way Galaxy, glowing with the combined light of billions of stars, but dimmed in patches by filaments of dark dust. The band of red light just below the Milky Way is airglow -- Earth's atmosphere excited by the Sun and glowing in specific colors of light. 

Green airglow is visible below the red. Of course that's our Earth below its air, with the terminator between day and night visible near the horizon. As clouds speckle the planet, illumination from a bright lightning bolt is seen toward the lower right. Between work assignments, astronauts from all over the Earth have been enjoying vistas like this from the space station since the year 2000.

Layer Cake Sunset | Pôr-do-sol em camadas de bolo


Em 18 de janeiro, um impressionante pôr-do-sol foi registrado nesta foto. Aparentemente fatiado em várias camadas horizontais, o Sol tremeluzia momentos antes de tocar o horizonte, pondo-se sobre o Oceano Pacifico, conforme visto do Observatório Las Campanas topo de uma montanha no Chile. 

Tons róseos de luz solar foram criados pela longa linha de visão através da brumosa atmosfera. Mas as notáveis camadas correspondem a baixas camadas atmosféricas de temperaturas e densidades bastante variadas, também ao longo da linha de visão. 

Por um longo trajeto através de cada camada, os raios são fortemente refratadados e criam diferentes imagens ou miragens de seções do Sol poente.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

On January 18 a tantalizing sunset was captured in this snapshot. Seemingly sliced into many horizontal layers the Sun shimmered moments before it touched the horizon, setting over the Pacific Ocean as seen from the mountaintop Las Campanas Observatory in Chile. 

Pink hues of filtered sunlight were created by the long sight-line through the hazy atmosphere. But the remarkable layers correspond to low atmospheric layers of sharply different temperature and density also along the line of sight. 

Over a long path through each layer the rays of sunlight are refracted strongly and create different images or mirages of sections of the setting Sun.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Stardust in the Perseus Molecular Cloud | Poeira estelar na nuvem molecular de Perseu


Nuvens de poeira estelar vagam através desta profunda paisagem celeste. A cena cósmica espalha-se por cerca de 2 graus ao longo da nuvem molecular de Perseu, distante uns 850 anos-luz. 

Um triângulo de nebulosas de poeira refletindo a luz de estrelas incrustadas é capturado no campo de visão telescópica. Com uma característica nebulosa de reflexão de cor azulada, NGC 1333 está à esquerda, vdB13 no fundo, à direita, e a rara bebulosa de reflexão amarelada vdB12 situa-se no alto. 

Estrelas estão se formando na nuvem molecular de Perseu, embora a maioria delas seja obscurecida em comprimentos de onda luz visível pela penetrante poeira. 

Ainda, pistas de emissão vermelha contrastante de objetos Herbig-Haro, os jatos e o gás incandescente que se chocou e emana de estrelas recém-formadas são evidentes em NGC 1333. À distância estimada da nuvem molecular, as pernas do triângulo formado pelas nebulosas de reflexão teriam cerca de 20 anos-luz de extensão.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Clouds of stardust drift through this deep skyscape. The cosmic scene spans nearly 2 degrees across the Perseus molecular cloud some 850 light-years away. 

A triangle of dusty nebulae reflecting light from embedded stars is captured in the telescopic field of view. With a characteristic bluish color reflection nebula NGC 1333 is at left, vdB13 at bottom right, and rare yellowish reflection nebula vdB12 lies at the top. 

Stars are forming in the Perseus molecular cloud, though most are obscured at visible wavelengths by the pervasive dust. 

Still, hints of contrasting red emission from Herbig-Haro objects, the jets and shocked glowing gas emanating from recently formed stars, are evident in NGC 1333. At the estimated distance of the molecular cloud, legs of the triangle formed by the reflection nebulae would be about 20 light-years long.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Pandora Close-up at Saturn | Close-up de Pandora em Saturno


Como são as crateras da pequena lua Pandora de Saturno vistas de perto? Para ajudar a descobrir isso, a NASA enviou a espaçonave robótica Cassini, atualmente orbitando Saturno, que passou pela lua de visual incomum há duas semanas. 

A imagem de mais alta resolução já obtida de Pandora foi então captada de cerca de 40.000 quilômetros de distância, aqui mostrada. Estruturas pequenas de até apenas 300 metros podem ser distiguidas em  Pandora, que tem 80 quilômetros de diâmetro.

As crateras em Pandora parecem cobertas por algum tipo de material, proporcionando uma aparência mais lisa do que a de Hiperion, outra lua de Saturno, que parece uma esponja. 

Curiosos sulcos e ressaltos também aparecem através da superfície da pequena lua. Pandora é interessante em parte porque, juntamente com sua companheira lua Prometeu, ajuda a conduzir as partículas do anel F de Saturno  para um anel diferente.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What do the craters of Saturn's small moon Pandora look like up close? To help find out, NASA sent the robotic Cassini spacecraft, now orbiting Saturn, past the unusual moon two weeks ago. 

The highest resolution image of Pandora ever taken was then captured from about 40,000 kilometers out and is featured here. Structures as small as 300 meters can be discerned on 80-kilometer wide Pandora. 

Craters on Pandora appear to be covered over by some sort of material, providing a more smooth appearance than sponge-like Hyperion, another small moon of Saturn. Curious grooves and ridges also appear to cross the surface of the small moon. Pandora is partly interesting because, along with its companion moon Prometheus, it helps shepherd the particles of Saturn's F ring into a distinct ring.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

IC 4406: A Seemingly Square Nebula | IC 4406: Uma nebulosa aparentemente quadrada


Como pode uma estrela redonda formar uma nebulosa quadrada? Esse enigma surge quando se estudam nebulosas planetárias como IC 4406. Provas indicam que IC 4406 é, provavelmente, um cilindro oco, sendo sua aparência quadrada resultante do nosso ponto de vista ao observar-se o  cilindro de lado. 

Fosse IC 4406 vista do alto, teria, provavelmente, uma  aparência similar à da Nebulosa do Anel. Esta representativa foto colorida é uma composição feita através da combinação de imagens obtidas pelo Telescópio Hubble em 2001 e 2002. 

Gás quente flui das extremidades do cilindro, enquanto filamentos de poeira escura e gás molecular envolvem as paredes fronteiriças. A estrela basicamente responsável por essa escultura interestelar pode ser encontrada no centro da nebulosa planetária. Dentro de alguns milhões de anos, a única coisa que restará visível em IC 4406 será uma estrela anã branca esmaecente.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

How can a round star make a square nebula? This conundrum comes to light when studying planetary nebulae like IC 4406. Evidence indicates that IC 4406 is likely a hollow cylinder, with its square appearance the result of our vantage point in viewing the cylinder from the side. 

Were IC 4406 viewed from the top, it would likely look similar to the Ring Nebula. This representative-color picture is a composite made by combining images taken by the Hubble Space Telescope in 2001 and 2002. 

Hot gas flows out the ends of the cylinder, while filaments of dark dust and molecular gas lace the bounding walls. The star primarily responsible for this interstellar sculpture can be found in the planetary nebula's center. In a few million years, the only thing left visible in IC 4406 will be a fading white dwarf star.