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segunda-feira, 27 de março de 2017

SH2-155: The Cave Nebula | SH2-155: A Nebulosa da Caverna


Esta paisagem celeste mostra a poeirenta região de emissões Sh2-155, a Nebulosa da Caverna do catálogo Sharpless. Na imagem telescópica, dados obtidos através de um filtro de banda estreita rastreia o brilho avermelhado de átomos de hidrogênio ionizados.

Distante cerca de 2.400 anos-luz, a cena situa-se ao longo do plano da Via Láctea na direção da constelação de Cefeu, ao norte. Explorações astronômicas da região revelam que ela se formou na fronteira entre a massiva nuvem molecular Cefeu B e as jovens e quentes estrelas da associação Cefeu OB 3. 

O brilhante entorno de gás hidrogênio ionizado é energizado pela radiação das estrelas quentes, dominada ple a estrela mais brilahnte, acima e à esquerda do centro da foto. 

Frentes alimentadas por radiação estão, provavelmente, desencadeando núcleos em colapso e novas formações de estrelas no interior. Apropriadamente dimensionada para um nascedouro estelar, a caverna cósmica tem mais de 10 anos-luz de diâmetro.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

This skyscape features dusty Sharpless catalog emission region Sh2-155, the Cave Nebula. In the telescopic image, data taken through a narrowband filter tracks the reddish glow of ionized hydrogen atoms. 

About 2,400 light-years away, the scene lies along the plane of our Milky Way Galaxy toward the royal northern constellation of Cepheus. Astronomical explorations of the region reveal that it has formed at the boundary of the massive Cepheus B molecular cloud and the hot, young stars of the Cepheus OB 3 association. 

The bright rim of ionized hydrogen gas is energized by radiation from the hot stars, dominated by the brightest star above and left of picture center. 

Radiation driven ionization fronts are likely triggering collapsing cores and new star formation within. Appropriately sized for a stellar nursery, the cosmic cave is over 10 light-years across.

domingo, 26 de março de 2017

Fast Stars and Rogue Planets in the Orion Nebula | Estrela velozes e planetas trapaceiros na Nebulosa de Orion


Comece com a constelação de Orion. Abaixo do cinturão de Orion há uma área indistinta chamada a Grande Nebulosa de Orion. Nesta nebulosa há um brilhante aglomerado estelar chamado o Trapézio, marcado por quatro estrelas brilhantes próximas ao centro da imagem. 

As estrelas recém formadas no Trapézio e regiões circundantes mostram que a Nebulosa de Orion é uma das mais ativas áreas de formação estelar encontradas em nossa área da Galáxia. 

Em Orion, explosões de supernovas e interações próximas entre estrelas criaram planetas trapaceiros e estrelas que rapidamente se movem através do espaço. Algumas dessas rápidas estrelas foram descobertas através da comparação de diferentes imagens dessa região obtidas com o Hubble com vários anos de intervalo. 

Muitas das estrelas nesta imagem, registrada em luz visível e próxima ao infravermelho, aparentam ser incomumente vermelhas por serem vistas através da poeira que espalha boa parte de sua luz azul.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Start with the constellation of Orion. Below Orion's belt is a fuzzy area known as the Great Nebula of Orion. In this nebula is a bright star cluster known as the Trapezium, marked by four bright stars near the image center. 

The newly born stars in the Trapezium and surrounding regions show the Orion Nebula to be one of the most active areas of star formation to be found in our area of the Galaxy. 

In Orion, supernova explosions and close interactions between stars have created rogue planets and stars that rapidly move through space. Some of these fast stars have been found by comparing different images of this region taken by the Hubble Space Telescope many years apart. 

Many of the stars in the featured image, taken in visible and near-infrared light, appear unusually red because they are seen through dust that scatters away much of their blue light.

sábado, 25 de março de 2017

The Aurora Tree | A árvore da aurora


Sim, mas sua árvore pode fazer isso? Nesta imagem há uma coincidência visual entre os galhos escuros de uma árvore próxima e o briho de uma distante aurora. A beleza da aurora — combinada com a forma como ela pareceu imitar uma árvore bem próxima — encantou tanto o fotógrafo que ele momentaneamente se esqueceu de tirar fotos. 

Quando  vista pelo ângulo certo, parecia que esta árvore tinha a aurora como folhas! Felizmente, antes que a aurora se transformasse em uma forma geral diferente, ele voltou a si e captou  coincidência momentânea  inspiradora de admiração

Tipicamente desencadeada por explosões solares, as auroras são causadas por elétrons de alta energia colidindo com a atmosfera terrestre a cerca de 150 quilômetros de altitude. A incomum colaboração Terra-céu foi testemunhada no começo deste mês, na Islândia.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Yes, but can your tree do this? Pictured is a visual coincidence between the dark branches of a nearby tree and bright glow of a distant aurora. The beauty of the aurora -- combined with how it seemed to mimic a tree right nearby — mesmerized the photographer to such a degree that he momentarily forgot to take pictures. 

When viewed at the right angle, it seemed that this tree had aurora for leaves! Fortunately, before the aurora morphed into a different overall shape, he came to his senses and capture the awe-inspiring momentary coincidence. 

Typically triggered by solar explosions, aurora are caused by high energy electrons impacting the Earth's atmosphere around 150 kilometers up. The unusual Earth-sky collaboration was witnessed earlier this month in Iceland.

Ganymede's Shadow | A sombra de Ganimedes


Aproximando-se da oposição no começo do próximo mês, Júpiter está oferecendo algumas de suas melhores visões telescópicas a partir do planeta Terra. Em 17 de março, esta imagem impressionantemente nítida do grande gigante gasoso do sistema solar foi obtida de um observatório remoto no Chile. 

Circundados por ventos que envolvem o planeta, familiares cinturões escuros e zonas claras ocupam o planeta gigante, pontilhado com tempestades ovais giratórias. Maior lua do sistema solar, Ganimedes está acima e à esquerda na foto, com sua sombra visível em trânsito através dos topos das nuvens Jovianas ao norte. Ganimedes é vista em notáveis detalhes juntamente com brilhantes características dasuperfície em sua lua colega Galileana Io, à direita do disco de Jupiter.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Approaching opposition early next month, Jupiter is offering some of its best telescopic views from planet Earth. On March 17, this impressively sharp image of the solar system's ruling gas giant was taken from a remote observatory in Chile. 

Bounded by planet girdling winds, familiar dark belts and light zones span the giant planet spotted with rotating oval storms. The solar system's largest moon Ganymede is above and left in the frame, its shadow seen in transit across the northern Jovian cloud tops. Ganymede itself is seen in remarkable detail along with bright surface features on fellow Galilean moon Io, right of Jupiter's looming disk.

sexta-feira, 24 de março de 2017

The Comet, the Owl, and the Galaxy | O Cometa, a Coruja e a Galáxia


O Cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresak posa para um momento Messier nesta foto telescópica de 21 de março. Na verdade, ele compartilha o campo de visão de um grau de diâmetro com dois conhecidos objetos registrados no famoso catálogo  do astrônomo caçador de cometas do século 18. 

Voando através do céu de primavera no hemisfério norte, logo abaixo da Grande Concha, o esmaecido cometa esverdeado estava distante apenas 75 segundos-luz do nosso agradável planeta. A poeirenta galáxia espiral vista de lado Messier 108 (embaixo, ao centro) está distante mais de 45 milhões de anos-luz. 

No canto superior direito, a nebulosa planetária com uma velha mas intensamente quente estrela central Messier 97, com aparência de coruja, no entanto, está distante apenas cerca de 12 mil anos-luz, ainda bem dentro da Via Láctea. 

Batizado com o nome de seu descobridor e redescobridores, este esmaecido cometa periódico foi avistado pela primeira vez em 1858, e depois novamente apenas em 1907 e 1951. Cálculos de combinação de órbitas  indicaram que o mesmo cometa havia sido observado em intervalos de tempo amplamente separados. 

Aproximando-se de sua melhor aparição e maior aproximação da Terra em mais de 100 anos em 1º de abril, o cometa 41P orbita o Sol com um período de uns 5,4 anos.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Comet 41P/Tuttle-Giacobini-Kresak poses for a Messier moment in this telescopic snapshot from March 21. In fact it shares the 1 degree wide field-of-view with two well-known entries in the 18th century comet-hunting astronomer's famous catalog. 

Sweeping through northern springtime skies just below the Big Dipper, the faint greenish comet was about 75 light-seconds from our fair planet. Dusty, edge-on spiral galaxy Messier 108 (bottom center) is more like 45 million light-years away. 

At upper right, the planetary nebula with an aging but intensely hot central star, the owlish Messier 97 is only about 12 thousand light-years distant though, still well within our own Milky Way galaxy. 

Named for its discoverer and re-discoverers, this faint periodic comet was first sighted in 1858 and not again until 1907 and 1951. Matching orbit calculations indicated that the same comet had been observed at widely separated times. 

Nearing its best apparition and closest approach to Earth in over 100 years on April 1, comet 41P orbits the Sun with a period of about 5.4 years.

quarta-feira, 22 de março de 2017

At the Heart of Orion | No coração de Orion


Próximo ao centro desta nítida foto cósmica, no coração da Nebulosa de Orion, Há quatro estrelas de grande massa conhecidas como o Trapézio. Estritamente reunidas em uma região com um raio de 1,5 ano-luz, elas dominam o núcleo do denso Aglomerado Estelar de Orion. Radiação ionizante  ultravioleta das estrelas do Trapézio, a maior da estrelas mais brilhantes,  Theta-1 Orionis C, energiza todo o visível brilho da complexa região de formação estelar. 

Com cerca de três milhões de anos de existência o Aglomerado da Nebulosa de Orion era ainda mais compacto em seu passado mais remoto, e um estudo dinâmico indica que colisões estelares em fuga em uma idade mais remota podem ter formado um buraco negro com mais de 100 vezes a massa do Sol. 

A presença de um buraco negro no interior do aglomerado poderia explicar as altas velocidades observadas das estrelas do Trapézio. A distância da Nebulosa de Orion, de cerca de 1.500 anos-luz, poderia torná-lo o  buraco negro mais próximo do planeta Terra até hoje conhecido.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Near the center of this sharp cosmic portrait, at the heart of the Orion Nebula, are four hot, massive stars known as the Trapezium. Tightly gathered within a region about 1.5 light-years in radius, they dominate the core of the dense Orion Nebula Star Cluster. Ultraviolet ionizing radiation from the Trapezium stars, mostly from the brightest star Theta-1 Orionis C powers the complex star forming region's entire visible glow. 

About three million years old, the Orion Nebula Cluster was even more compact in its younger years and a dynamical study indicates that runaway stellar collisions at an earlier age may have formed a black hole with more than 100 times the mass of the Sun. The presence of a black hole within the cluster could explain the observed high velocities of the Trapezium stars. The Orion Nebula's distance of some 1,500 light-years would make it the closest known black hole to planet Earth.