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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Under the Galaxy | Sob a galáxia


A Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satelite da Via Láctea,paira sobre o horizonte sul nesta visão de telefoto obtida no Observatorio Las Campanas, no planeta Terra. No escuro céu de setembro do deserto de Atacama, no Chile, a pequena galáxia ocupa uma impressionante extensão de uns 10 graus, que equivalem a 20 vezes a Lua Cheia. 

O panorama da sensível camera digital também registrou um esmaecido e penetrante brilho atmosférico, ou airglow, normalmente invisível a olho nu. As luzes terrestres aparentemente brilhantes em primeiro plano são, na verdade, a iluminação muito tênue do aglomerado de acomodações para os astronomos e engenheiros do observatorio. 

Mas o topo achatado da montanha ao longo do horizonte logo abaixo da galáxia é o pico de Las Campanas, que irá abrigar o futuro Telescópio Gigante de Magalhães.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The Large Magellanic Cloud, a satellite galaxy of the Milky Way, stands above the southern horizon in this telephoto view from Las Campanas Observatory, planet Earth. In the dark September skies of the Chilean Atacama desert, the small galaxy has an impressive span of about 10 degrees or 20 Full Moons. 

The sensitive digital camera's panorama has also recorded a faint, pervasive airglow, otherwise invisible to the eye. Apparently bright terrestrial lights in the foreground are actually very dim illumination from the cluster of housing for the observatory astronomers and engineers. But the flattened mountain top along the horizon just under the galaxy is Las Campanas peak, home to the future Giant Magellan Telescope.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Star Cluster NGC 362 from Hubble | O aglomerado estelar NGC 362 visto pelo Hubble


Se o Sol estivesse próximo do centro de NGC 362, o céu noturno brilharia como uma caixa de joias de estrelas brilhantes. Centenas de estrelas brilhariam mais intensamente do que a Siria, e em várias cores diferentes. 

Embora essas estrelas pudessem se tornar parte de constelações de tirar o  fôlego e de um folclore intrincado, seria difícil para habitantes planetários por lá ver —  e consequentemente compreender — o universo maior além. NGC 362 é apenas um entre cerca de 170 aglomerados estelares globulares que existem na Via Láctea. 

Este aglomerado  estelar é um dos mais jovnes globulares, formando-se, provavelmente, muito depois da nossa galáxia. NGC 362 pode ser visto a olho nu em frente à Pequena Nuvem de Magalhães, e angularmentes próximo ao segundo mais brilhante aglomerado globular conhecido, 47 Tucanae. 

Esta imagem foi obtida através do Hubble para ajudar a melhor compreender como as estrelas de grande massa acabam próximas aos centros de alguns aglomerados globulares.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

If our Sun were near the center of NGC 362, the night sky would glow like a jewel box of bright stars. Hundreds of stars would glow brighter than Sirius, and in many different colors. 

Although these stars could become part of breathtaking constellations and intricate folklore, it would be difficult for planetary inhabitants there to see -- and hence understand -- the greater universe beyond. NGC 362 is one of only about 170 globular clusters of stars that exist in our Milky Way Galaxy. 

This star cluster is one of the younger globulars, forming likely well after our Galaxy. NGC 362 can be found with the unaided eye nearly in front of the Small Magellanic Cloud, and angularly close to the second brightest globular cluster known, 47 Tucanae. 

The featured image was taken with the Hubble Space Telescope to help better understand how massive stars end up near the center of some globular clusters.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

GW170817: A Spectacular Multi-Radiation Merger Event Detected | GW170817: Um espetacular evento de fusão de multi radiação detectado



Radição gravitacional e eletromagnetica foram detectadas em rapída sucessão em um evento de fusão explosiva, pela primeira vez. Dados da explosão combinam muito bem com uma espetacular espiral de morte de estrela de neutrons binaria. 

O episodio explosivo foi visto em 17 de agosto na próxima NGC 4993, uma galaxia eliptica distante apenas 130 milhões de anos-luz. Ondas gravitacionais foram vistas primeiro pelos observatorios baseados em solo LIGO e Virgo, enquanto, segundos mais tarde, o observatorio orbital terrestre Fermi  detectou raios gama, e hora depois disso, o Hubble e outros observatorios detectaram luz através de todo o espectro eletromagnetico. 

Este é um filme ilustrativo animado dos provaveis progenitores do evento. O video representa estrelas de neutrons quentes espiralando em direção uma à outra e emitindo radiação gravitacional. 

Quando elas se fundem, um potente jato se projeta,  drives a explosão de raios gama de curta duração, seguida de nuvens de material ejetado e, com o tempo, um episodio optico do tipo supernova, chamado quilonova. 

Essa primeira detecção coincidente confirma que eventos LIGO podem estar associados a explosão de raios gama de curta duração. Acredita-se que essas potentes fusões de estrelas de neutrons tenham espalhado pelo universo varios nucleos pesados, inclusive o iodo necessário à vida e o uranio e plutonio necessarios para a energia de fissão nuclear. Pode ser que você já carregue um souvenir de uma dessas explosões — pois acredita-se que elas sejam as criadoras originais dos atomos de ouro.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Both gravitational and electromagnetic radiations have been detected in rapid succession for an explosive merging event for the first time. Data from the outburst fit well with a spectacular binary neutron-star death-spiral. 

The explosive episode was seen on August 17 in nearby NGC 4993, an elliptical galaxy only 130 million light years distant. Gravitational waves were seen first by the ground based LIGO and Virgo observatories, while seconds later the Earth-orbiting Fermi observatory detected gamma-rays, and hours after that Hubble and other observatories detected light throughout the electromagnetic spectrum. 

Pictured is an animated illustrative movie of the event's likely progenitors. The video depicts hot neutron stars as they spiral in toward each other and emit gravitational radiation. 

As they merge, a powerful jet extends that drives the short-duration gamma-ray burst, followed by clouds of ejecta and, over time, an optical supernova-type episode called a kilonova. This first coincident detection confirms that LIGO events can be associated with short-duration gamma-ray bursts. Such powerful neutron star mergers are thought to have seeded the universe with many heavy nuclei including the iodine needed for life and the uranium and plutonium needed for nuclear fission power. You may already own a souvenir of one of these explosions -- they are also thought to be the original creators of gold.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

All-Sky Steve | Steve por todo o céu


Emissões de aurora nos familiares tons verde e vermelho inundam o céu ao longo do  horizonte norte (acima) nesta projeção de panorama grande-angular de 27 de setembro. 

No agradável e límpido alvorecer, a Via Láctea segue pelo zênite do céu do sul de Alberta e termina onde a Lua de seis dias se põe, no sudoeste. O  desigual e isolado arco rosa-esbranquiçado através do sul passou a ser chamado Steve. 

O nome foi atibuído ao fenômenopelo grupo de observadores de auroras de Albertaque havia registrado aparições do detalhe semelhante a auroras. Às vezes erroneamente identificados como auroras de protons ou arcos de protons, os misteriosos arcos de Steve parecem associados a auroras, porém aparentam estar mais próximos do equador do que as cortinas de auroras. 

Amplamente documentados por cidadãos cientistas, e recentemente explorados diretamente por um satelite da missão Swarm, os arcos de Steve foram medidos como emissões termicas de gases fluentes, em vez de emissões excitadas por eletrons energeticos. 

Muito embora haja um acrônimo invertido que combina com o nome originalmente simpatico, Sudden Thermal Emission from Velocity Enhancement (Emissão Térmica Subita de Aumento de Velocidade),  sua origem ainda é um misterio.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Familiar green and red tinted auroral emission floods the sky along the northern (top) horizon in this fish-eye panorama projection from September 27. 

On the mild, clear evening the Milky Way tracks through the zenith of a southern Alberta sky and ends where the six-day-old Moon sets in the southwest. The odd, isolated, pink and whitish arc across the south has come to be known as Steve. 

The name was given to the phenomenon by the Alberta Aurora Chasers Facebook group who had recorded appearances of the aurora-like feature. Sometimes mistakenly identified as a proton aurora or proton arc, the mysterious Steve arcs seem associated with aurorae but appear closer to the equator than the auroral curtains. 

Widely documented by citizen scientists and recently directly explored by a Swarm mission satellite, Steve arcs have been measured as thermal emission from flowing gas rather than emission excited by energetic electrons. 

Even though a reverse-engineered acronym that fits the originally friendly name is Sudden Thermal Emission from Velocity Enhancement, his origin is still mysterious.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Unusual Mountain Ahuna Mons on Asteroid Ceres | A estranha Montanha Ahuna Mons no Asteroide Ceres


O que terá criado esta estranha montanha? Ahuna Mons é a maior montanha do maior asteroide do Sistema Solar de que se tem notícia, Ceres, que orbita o Sol no principal cinturão de asteroides entre Marte e Jupiter. 

Ahuna Mons, entretanto, é algo jamais antes visto por qualquer pessoa. Um dos motivos é que suas encostas são revestidas não por antigas crateras, mas por jovens estrias verticais. 

Uma das hipóteses é que Ahuna Mons seria um vulcão de gelo que se formou pouco depois de um grande impacto no lado oposto do planeta anão teria afofado o terreno através de ondas sísmicas focalizadas. 

As brilhantes estrias podem conter muitos sais  refletivos, e, portanto, similares a outros materiais recentemente vindos à superfície, como se vê nas famosas manchas brilhantes de Ceres. Esta imagem digital de dupla altitude foi construída a partir de mapas da superfície de Ceres obtidos no ano passado pela missão robotica Dawn.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What created this unusual mountain? Ahuna Mons is the largest mountain on the largest known asteroid in our Solar System, Ceres, which orbits our Sun in the main asteroid belt between Mars and Jupiter. 

Ahuna Mons, though, is like nothing that humanity has ever seen before. For one thing, its slopes are garnished not with old craters but young vertical streaks. 

One hypothesis holds that Ahuna Mons is an ice volcano that formed shortly after a large impact on the opposite side of the dwarf planet loosened up the terrain through focused seismic waves. 

The bright steaks may be high in reflective salt, and therefore similar to other recently surfaced material such as visible in Ceres' famous bright spots. The featured double-height digital image was constructed from surface maps taken of Ceres last year by the robotic Dawn mission.