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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Bow Tie Moon and Star Trails | Lua Gravata Borboleta e trilhas de estrelas


Em 31 de janeiro, um  vagaroso eclipse lunar foi apreciado em todo o lado do planeta Terra em que era noite, o primeiro de três eclipses totais lunares. Esta impressionante imagem de lapso temporal ocorreu em seguida à exibição celestial  durante mais de três horas em uma série combinada de exposições na provincia de Hebei, no norte da China. 

Fixada a um tripé, a camera registra a Lua Cheia deslizando pelo límpido ceu noturno. Demasiado brilhante logo antes e depois do eclipse, a trilha da Lua em formato de arco cresce estreita e vermelha durante a fase total do eclipse, mais escura, que durou uma hora e 16 minutos. No distante plano de fundo estão as coloridas riscas de estrelas em arcos concentricos acima e abaixo do equador celestial.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

On January 31, a leisurely lunar eclipse was enjoyed from all over the night side of planet Earth, the first of three consecutive total eclipses of the Moon. This dramatic time-lapse image followed the celestial performance for over three hours in a combined series of exposures from Hebei Province in Northern China. 

Fixed to a tripod, the camera records the Full Moon sliding through a clear night sky. Too bright just before and after the eclipse, the Moon's bow tie-shaped trail grows narrow and red during the darker total eclipse phase that lasted an hour and 16 minutes. In the distant background are the colorful trails of stars in concentric arcs above and below the celestial equator.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Galaxy Formation in a Magnetic Universe | Formação galactica em um universo magnetico



Como nós chegamos aqui? Sebemos que vivemos num planeta que orbita uma estrela, a qual  orbita uma galaxia, mas como foi que tudo isso se formou? Para entender melhor os detalhes, astrofisicos atualizaram o famoso Illustris Simulation para IllustrisTNG — atualmente o mais sofisticado modelo de computador de como as galaxias evoluiram em nosso universo. 

Especificamente, este video rastreia campos magneticos do universo primordial (desvio para o vermelho 5)  até o presente (desvio para o vermelho 0). Aqui, o azul representa campos magneticos relativamente fracos, enquanto o branco representa os fortes. 

Esses campos B estão intimamente combinados com galaxias e aglomerados galacticos. Quando a simulação se inicia, uma camera virtual circunda o universo virtual IllustrisTNG mostrando que uma jovem região — com 30 milhões de anos-luz de diamtero — é muito filamentar. A gravidade faz com que as galaxias se formem e fundam à medida que o universo se expande e evolui. 

Ao final, o universo simulado IllustrisTNG revela-se uma boa semelhança estatistica com nosso universo real atual, embora surjam algumas diferenças interessantes — por exemplo, uma discrepancia envolvendo a força em ondas de radio emitidas por particulas carregas em movimento rapido.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
How did we get here? We know that we live on a planet orbiting a star orbiting a galaxy, but how did all of this form? To understand details better, astrophysicists upgraded the famous Illustris Simulation into IllustrisTNG -- now the most sophisticated computer model of how galaxies evolved in our universe. 

Specifically, this featured video tracks magnetic fields from the early universe (redshift 5) until today (redshift 0). Here blue represents relatively weak magnetic fields, while white depicts strong. 

These B fields are closely matched with galaxies and galaxy clusters. As the simulation begins, a virtual camera circles the virtual IllustrisTNG universe showing a young region -- 30-million light years across -- to be quite filamentary. Gravity causes galaxies to form and merge as the universe expands and evolves. 

At the end, the simulated IllustrisTNG universe is a good statistical match to our present real universe, although some interesting differences arise -- for example a discrepancy involving the power in radio waves emitted by rapidly moving charged particles.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

LL Ori and the Orion Nebula | LL Orio e a Nebulosa de Orion


Estrelas podem produzir ondas no mar de gás e poeira da Nebulosa de Orion Nebula. Este estético close-up de nuvens e ventos estelares cosmicos mostra LL Orionis, interagindo com o fluxo da Nebulosa de Orion. 

À deriva no nascedouro estelar de Orion, a ainda em seus anos de formação, a estrela variavel LL Orionis produz um vento mais energetico que aquele do nosso Sol de meia-idade. Quando o veloz vento estelar vai de encontro ao gas em movimento lento, forma-se uma frente de choque, analoga à onda de arco formada por um barco movendo-se na água, ou de uma avião voando a velocidade supersonica. 

A pesquena e graciosa estrutura arqueada logo acima e à esquerda do centro é o arco de choque de LL Ori, medindo cerca de metade de um ano-luz de diametro. O gas mais lento está fluindo para longe do quente aglomerado estelar central da Nebulosa de Orion, o Trapezio, localizado ao largo do canto superior esquerdo da foto. 

Em três dimensões, LL a envolvente frente  de choque de Ori tem o formato de um arco que parece mais brilhante quando visto ao longo da extremidade "inferior". Esta bela foto que lembra uma pintura é parte de uma vista em grande mosaico do complexo criadouro estelar em Orion, que contém uma miriade de formas fluidas associadas à formação estelar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Stars can make waves in the Orion Nebula's sea of gas and dust. This esthetic close-up of cosmic clouds and stellar winds features LL Orionis, interacting with the Orion Nebula flow. 

Adrift in Orion's stellar nursery and still in its formative years, variable star LL Orionis produces a wind more energetic than the wind from our own middle-aged Sun. As the fast stellar wind runs into slow moving gas a shock front is formed, analogous to the bow wave of a boat moving through water or a plane traveling at supersonic speed. 

The small, arcing, graceful structure just above and left of center is LL Ori's cosmic bow shock, measuring about half a light-year across. The slower gas is flowing away from the Orion Nebula's hot central star cluster, the Trapezium, located off the upper left corner of the picture. 

In three dimensions, LL Ori's wrap-around shock front is shaped like a bowl that appears brightest when viewed along the "bottom" edge. This beautiful painting-like photograph is part of a large mosaic view of the complex stellar nursery in Orion, filled with a myriad of fluid shapes associated with star formation.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Car Orbiting Earth | Um carro orbitando a Terra


Na semana passada, um carro orbitou a Terra. O carro, criado na Terra por humanos e robôs, foi lançado pela Companhia SpaceX para demonstrar a capacidade de seu foguete Falcon Heavy de levar espaçonaves ao espaço, no Sistema Solar. 

Propositalmente feito para ser extravagante, o iconico carro foi considerado um objeto de demonstração melhor que blocos de concreto. Um manequim vestindo um traje espacial — chamado Starman — está sentado no banco do motorista. Esta imagem é um quadro de um video registrado por uma de tres cameras montadas no carro. Essas cameras, conectadas à bateria do carro, estão agora já sem energia. 

O carro, preso a um  segundo estagio impulsionador, logo deixou a orbita terrestre e irá orbitar indefinidamente o Sol entre a Terra e o cinturão de asteroides — talvez até daqui a alguns bilhões de anos, quando o Sol se expandir numa Gigante Vermelha. Caso um dia seja a ser recuperado, o que restar do carro poderá se tornar uma incomparável visão das tecnologias desenvolvidas na Terra no  seculo 20 e no começo do seculo 21.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Last week, a car orbited the Earth. The car, created by humans and robots on the Earth, was launched by the SpaceX Company to demonstrate the ability of its Falcon Heavy Rocket to place spacecraft out in the Solar System. 

Purposely fashioned to be whimsical, the iconic car was thought a better demonstration object than concrete blocks. A mannequin clad in a spacesuit -- dubbed the Starman -- sits in the driver's seat. The featured image is a frame from a video taken by one of three cameras mounted on the car. These cameras, connected to the car's battery, are now out of power. 

The car, attached to a second stage booster, soon left Earth orbit and will orbit the Sun between Earth and the asteroid belt indefinitely -- perhaps until billions of years from now when our Sun expands into a Red Giant. If ever recovered, what's left of the car may become a unique window into technologies developed on Earth in the 20th and early 21st centuries.

Manhattan Skylines | Linhas no céu de Manhattan


As luzes da cidade brilham ao longo do lado leste de Manahattan superior nesta impressionante paisagem celeste noturna urbana de 13 de fevereiro. 

Composta por uma serie de exposições digitais, a imagem monocromática é remanescente do tempo em que o filme preto e branco sensivel era uma opção popular para noites de pouca luminosidade e astrofotografia. Com 2 minutos e 40 segundos de duração, os 22 quadros combinados olham através do reservatorio do Central Park de Nova York. 

Estrelas formam trilhas nesta visão de lapso temporal enquanto nuvens à deriva formam figuras no ceu. Traçada de cima para baixo, a linha pontilhada nesta cena surreal é a Estação Espacial Internacional ainda sob a luz solar e rumo ao horizonte sudeste. Os curtos intervalos de tempo entre as exposições deixam  falhas no brilhante rastro da estação.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
City lights shine along the upper east side of Manahattan in this dramatic urban night skyscape from February 13. 

Composed from a series of digital exposures, the monochrome image is reminiscent of the time when sensitive black and white film was a popular choice for dimly lit night and astro-photography. Spanning 2 minutes and 40 seconds, the combined 22 frames look across the reservoir in New York City's Central Park. 

Stars trail in the time-lapse view while drifting clouds make patterns in the sky. Traced from top to bottom, the dashed line in the surreal scene is the International Space Station still in sunlight and heading for the southeast horizon. The short time intervals between the exposures leave gaps in the space station's bright trail.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Enceladus in Silhouette | Encelado em silhueta


Um dos mais atraentes astros do Sistema Solar, Encelado é iluminado por trás pelo Sol nesta imagem da espaçonave Cassini, obtida em 1 de novembro de 2009. A impressionante iluminação revela as nuvens que fluem continuamente para o espaço a partir do polo sul desta lua saturnina de 500 quilômetros de diametro. 

Descobertas pela Cassini em 2005, as colunas de gelo estão, provavelmente, conectadas a um oceano sob a capa de gelo de Encelado. Elas fornecem material diretamente para o tênue anel externo E de Saturno, e tornam a superficie de Encelado tão refletica quanto a neve. 

Através do cenário, os aneis gelados de Saturno espalham a luz solar na direção das cameras da Cassini. Além dos aneis, o lado noturno da Lua Pandora, de 80 quilometros de diametro, é levemente iluminado pela luz de Saturno.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
One of our Solar System's most tantalizing worlds, Enceladus is backlit by the Sun in this Cassini spacecraft image from November 1, 2009. The dramatic illumination reveals the plumes that continuously spew into space from the south pole of Saturn's 500 kilometer diameter moon. 

Discovered by Cassini in 2005, the icy plumes are likely connected to an ocean beneath the ice shell of Enceladus. They supply material directly to Saturn's outer, tenuous E ring and make the surface of Enceladus as reflective as snow. 

Across the scene, Saturn's icy rings scatter sunlight toward Cassini's cameras. Beyond the rings, the night side of 80 kilometer diameter moon Pandora is faintly lit by Saturnlight.