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domingo, 19 de novembro de 2017

The Tarantula Nebula | Nebulosa da Tarantula


A nebulosa da Tarantula tem mais de mil anos-luz de diametro, ama gigantesca região de formação estelar dentro  da galaxia vizinha  Grande Nuvem de Magalhães, distante cerca de 180 mil anos-luz. 

A maior e mais violenta região de formação estelar conhecida em todo o Grupo Local de galáxias, a aranha cosmica se espalha por esta espetacular vista composta com dados de banda estreita centralizada em emissões de atomos de hidrogenio e oxigenio ionizados. 

No interior da Tarantula (NGC 2070), intensa radiação, ventos estelares e choques de supernova do jovem aglomerado central de estrelas de grande massa, catalogado como R136, energizam o brilho nebular e dão a forma dos filamentos aracnideos. 

Ao redor da Tarantula estão outras regiões de formação estelar com jovens aglomerados estelares, filamentos, e nuvens em formato de bolhas sopradas.Na verdade, o quadro inclui o local da mais proxima supernova dos tempos modernos, SN 1987A, à direita do centro. 

O rico campo de visão estende-se por cerca de 1 grau, o equivalente a 2 Luas cheias, na constelação de Dorado, ao sul. Mas, se a nebulosa da Tarantula estivesse um pouco mais proxima, a, digamos 1.500 anos-luz de distancia, como a nebulosa local de formação estelar de Orion, ocuparia metade do ceu.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The Tarantula Nebula is more than a thousand light-years in diameter, a giant star forming region within nearby satellite galaxy the Large Magellanic Cloud, about 180 thousand light-years away. 

The largest, most violent star forming region known in the whole Local Group of galaxies, the cosmic arachnid sprawls across this spectacular view composed with narrowband data centered on emission from ionized hydrogen and oxygen atoms. 

Within the Tarantula (NGC 2070), intense radiation, stellar winds and supernova shocks from the central young cluster of massive stars, cataloged as R136, energize the nebular glow and shape the spidery filaments. 

Around the Tarantula are other star forming regions with young star clusters, filaments, and blown-out bubble-shaped clouds. In fact, the frame includes the site of the closest supernova in modern times, SN 1987A, right of center. 

The rich field of view spans about 1 degree or 2 full moons, in the southern constellation Dorado. But were the Tarantula Nebula closer, say 1,500 light-years distant like the local star forming Orion Nebula, it would take up half the sky.

sábado, 18 de novembro de 2017

A Colourful Moon | Uma Lua colorida


Normalmente, a Lua é vista em sutis tons de cinza. Entretanto, neste mosaico de imagens em alta resolução registradas proximo à fase cheia da Lua, diferenças de cor mensuráveis  foram fortemente realçadas, para elaborar uma paisagem central lunar multicolorida. 

As diferentes cores são reconhecidas para corresponder às reais diferenças de composição mineral da superficie lunar. Os tons azuis revelam areas ricas em titanio, enquanto aquelas de cor laranja ou roxa mostram regiões relativamente pobres em titanio e ferro. 

O intrigante Mar de Vapores, ou Mare Vaporum, está abaixo do centro na foto, com o vasto arco do lunar Montes Apenninus (Montanhas Apeninas) acima dele. O assoalho escuro de 83 quilometros de diametro Cratera Arquimedes, no interior do Mar de Chuvas, ou Mare Imbrium, está proximo ao canto superior esquerdo. 

Próximo à fenda no topo do arco das Apeninas, está o local do pouso da Apollo 15. Calibradas por amostras de rochas trazidas pelas missões Apollo, imagens multicoloridas similares da espaçonave são usadas para explorar a composição suprficial global da Lua.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

The Moon is normally seen in subtle shades of grey. But small, measurable color differences have been greatly exaggerated in this mosaic of high-resolution images captured near the Moon's full phase, to construct a multicolored, central moonscape. 

The different colors are recognized to correspond to real differences in the mineral makeup of the lunar surface. Blue hues reveal titanium rich areas while more orange and purple colors show regions relatively poor in titanium and iron. 

The intriguing Sea of Vapors, or Mare Vaporum, is below center in the frame with the sweeping arc of the lunar Montes Apenninus (Apennine Mountains) above it. The dark floor of 83 kilometer diameter Archimedes crater within the Sea of Rains, or Mare Imbrium, is toward the top left. Near the gap at the top of the Apennine's arc is the Apollo 15 landing site. Calibrated by rock samples returned by the Apollo missions, similar multicolor images from spacecraft have been used to explore the Moon's global surface composition.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Williamina Fleming's Triangular Wisp | O tufo triangular de Williamina Fleming


De aparencia caótica, esse filamentos emaranhados de gás incandescente que se chocaram estão espalhados pelo ceu do planeta terra na direção da constelação do Cisne, como parte da Nebulosa do Véu. 

Esta, em si, é um grande remanescente de supernova, uma nuvem em expansão nascida da  explosão que pôs fim a uma grande estrela. A luz da explosão original da supernova alcançou a Terra, provavelmente, há mais de 5.000 anos. 

Expelidas no evento cataclísmico, as ondas de choque interestelares viajam atraves do espaço, levantando e excitando materia interestelar. Os filamentos incandescentes são realmente mais parecidos com longas ondulações em uma folha vistas quase de lado, notavelmente bem separados no brilho de atomos de hidrogenio ionizado, mostrados em vermelho, e de oxigenio, em tons azuis. 

Também chamada o Laço do Cisne, a Nebulosa do Véu agora se espalha por cerca de 3 graus, ou aproximadamente 6 vezes o diametro da Lua cheia. Embora isso signifique mais de 70 anos-luz à sua distância estimada em 1.500 anos-luz, este campo de visão se estende por menos de um terço daquela distancia. 

Frequentemente identificado como Triângulo de Pickering em homenagem a um diretor do Observatório de Harvard College, o complexo de filamentos é catalogado como NGC 6979. É também conhecido pelo nome de sua descobridora, a astronoma Williamina Fleming, como o Tufo Triangular de Fleming.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Chaotic in appearance, these tangled filaments of shocked, glowing gas are spread across planet Earth's sky toward the constellation of Cygnus as part of the Veil Nebula. 

The Veil Nebula itself is a large supernova remnant, an expanding cloud born of the death explosion of a massive star. Light from the original supernova explosion likely reached Earth over 5,000 years ago. 

Blasted out in the cataclysmic event, the interstellar shock waves plow through space sweeping up and exciting interstellar material. The glowing filaments are really more like long ripples in a sheet seen almost edge on, remarkably well separated into the glow of ionized hydrogen atoms shown in red and oxygen in blue hues. 

Also known as the Cygnus Loop, the Veil Nebula now spans nearly 3 degrees or about 6 times the diameter of the full Moon. While that translates to over 70 light-years at its estimated distance of 1,500 light-years, this field of view spans less than one third that distance. 

Often identified as Pickering's Triangle for a director of Harvard College Observatory, the the complex of filaments is cataloged as NGC 6979. It is also known for its discoverer, astronomer Williamina Fleming, as Fleming's Triangular Wisp.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Comet Machholz Approaches the Sun | O Cometa Machholz se aproxima do Sol


Por que o Cometa Maccholz é tão privado de substancias quimicas contendo carbono? O Cometa 96P/Machholz é originalmente famoso por chegar mais perto do Sol do que qualquer outro cometa de periodo curto — metade da distância de  Mercurio —, a cada cinco anos. 

Para melhor compreender este cometa incomum, a espaçonave orbital solar SOHO da NASA o rastreou durante sua mais recente aproximação do Sol, em outubro. Esta imagem composta mostra o cometa de cauda aumentada passando pelo Sol. 

A superficie brilhante do Sol está oculta da visão atrás de um ocultador escuro, embora partes da coroa estendida do Sol sejam visiveis. Estrelas vizinhas pontilham o plano de fundo. Há uma hipótese que diz que essas grandes aproximações solares de alguma forma fazem com que o Cometa Machholz perca seu carbono, enquanto outra diz que o cometa se formou já com essa composição em um local muito distante — possivelmente até mesmo em outro sistema estelar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Why is Comet Maccholz so depleted of carbon-containing chemicals? Comet 96P/Machholz's original fame derives from its getting closer to the Sun than any other short period comet — half as close as Mercury — and doing so every five years. 

To better understand this unusual comet, NASA's Sun-monitoring SOHO spacecraft tracked the comet during its latest approach to the Sun in October. The featured image composite shows the tail-enhanced comet swooping past the Sun. 

The Sun's bright surface is hidden from view behind a dark occulter, although parts of the Sun's extended corona are visible. Neighboring stars dot the background. One hypothesis holds that these close solar approaches somehow cause Comet Machholz to shed its carbon, while another hypothesis posits that the comet formed with this composition far away -- possibly even in another star system.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Happy Sky over Los Angeles | Um céu alegre sobre Los Angeles


Às vezes, o céu pode parecer sorrir em boa parte do planeta Terra. Neste dia em 2008, visível em todo o mundo, havia uma incomum superposição da Lua e dos planetas Venus e Jupiter. 

Fotos tiradas no momento certo mostram uma Lua crescente que parece sorrir quando pareada com a conjunção planetária dos aparentemente proximos Jupiter e Venus. Nesta foto, vê-se a cena da perspectiva do Observatorio Monte Wilson, sobre Los Angeles, California, EUA, apos o por-do-sol de 30 de novembro de 2008. 

Mais alto no ceu e mais distante está o planeta Jupiter.Muito mais proximo e visivel, à esquerda de Jupiter, está Venus, aparecendo atraves das nuvens atmosfericas da Terra num incomum tom azul. À extrema direita está a Lua, em fase crescente. 

Finas nuvens iluminadas pela Lua apresentam uma incomum cor alaranjada. Espraiando-se pela parte inferior da imagem estão as colinas de Los Angeles, muitas delas cobertas por uma fina bruma, enquanto arranha-ceus são visiveis à extrema esquerda. 

Horas após esta foto ter sido tirada, a Lua se aproximou da dupla distante, brevemente eclipsou Venus, e depois seguiu adiante. Nesta semana, outra conjunção de Venus e Jupiter está ocorrendo, sendo visivel em boa parte do planeta Terra a leste, pouco antes do nascer-do-sol.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Sometimes, the sky may seem to smile over much of planet Earth. On this day in 2008, visible the world over, was an unusual superposition of our Moon and the planets Venus and Jupiter. 

Pictures taken at the right time show a crescent Moon that appears to be a smile when paired with the planetary conjunction of seemingly nearby Jupiter and Venus. Pictured here is the scene as it appeared from Mt. Wilson Observatory overlooking Los Angeles, California, USA after sunset on 2008 November 30. 

Highest in the sky and farthest in the distance is the planet Jupiter. Significantly closer and visible to Jupiter's lower left is Venus, appearing through Earth's atmospheric clouds as unusually blue. On the far right, above the horizon, is our Moon, in a waxing crescent phase. 

Thin clouds illuminated by the Moon appear unusually orange. Sprawling across the bottom of the image are the hills of Los Angeles, many covered by a thin haze, while LA skyscrapers are visible on the far left. 

Hours after the taking of this image, the Moon approached the distant duo, briefly eclipsed Venus, and then moved on. This week, another conjunction of Venus and Jupiter is occurring and is visible to much of planet Earth to the east just before sunrise.